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sábado, 14 de outubro de 2017

STOP A VIOLÊNCIA VELADA.

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Todos nós fazemos parte de uma sociedade, estamos todos interligados e fazemos parte da raça humana. Pertencer á algum lugar nos faz pensar em quem somos, onde estamos e por que aqui estamos. Todos nós como pessoas somos autores e atores da nossa vida e desse modo devemos ter a consciência de que todas as nossas decisões, ações ou omissões tem consequências. Fazendo uma reflexão nesse sentido temos o compromisso de respeitar a vida, a individualidade e a diversidade. Todos são diferentes, com suas diferenças culturais, de religião, de etnias, conhecimento e de diferentes ritmos de aprendizagem. O Brasil é um dos países que tem uma fusão significativa de raças e essa rica diversidade deve ser respeitada através de atitudes e valorização das diferenças raciais e étnicas.
Declaração sobre Raça e Preconceito Racial, 1978.
“Artigo 2º - Todos os indivíduos e grupos têm o direito de serem diferentes, de se considerarem diferentes e de serem vistos como tal. Entretanto, a diversidade de estilos de vida e o direito de ser diferente em nenhuma circunstância devem servir como pretexto para o preconceito racial, não pode justificar leis, fatos ou práticas discriminatórias, nem promover políticas de apartheid, o que é uma forma estrema de racismo.”
A escola é um espaço onde as crianças vivem experiências e vivências desenvolvendo-se e percebendo-se como cidadão pertencente a um grupo social. E foi neste espaço de cuidado e aprendizado que presenciei uma cena da profª X com um de seus alunos.
    -Um aluno negro, gordinho, de olhos grandes e meigos era constantemente chamado de olhos famintos, esfomeado e sujinho.
Fato este que me incomodava bastante, uma falta de respeito e crueldade que vinha de outro ser humano era algo que para mim não poderia acontecer. Por diversas vezes chamei a atenção dela em relação a esse fato, mas meu argumento de nada adiantou. O que me deixa triste é pensar que o racismo está presente no nosso dia a dia, apesar de todo desenvolvimento da sociedade ainda encontramos varias formas veladas de preconceito e discriminação por causa das diferenças raciais e sociais. Esse tipo de atitude pode deixar marcas gravíssimas, marcas profundas que ferem a alma. São esses maus tratos psicológicos em forma de humilhações ou discriminações ou modo de se referir à criança que lhe provoca sofrimento que jamais será esquecido.
Segundo o Psicólogo Henri Wallow:
“as emoções são o primeiro recurso de interação da criança com o meio social”
Cada criança tem suas próprias características, cada um é único e o professor deve levar em conta sua singularidade, sempre respeitando suas diferenças como um todo. Podemos concluir, então, que ao mesmo tempo em que possuímos diferenças também temos semelhanças. E é nessa singularidade do indivíduo e o convívio em grupo que se forma a vida em sociedade. Portanto penso que para haver mais respeito ao não racismo e a diversidade necessitamos de uma sociedade mais real que saiba respeitar e reconhecer  as características individuais de cada individuo. O direito às diferenças , é um direito de todos, é também um direito a igualdade.


                                        Bibliografia
Referencial Curricular Nacional para  Educação Infantil, volume 1 pag 35
O Educador no cotidiano das crianças: organizador e problematizador 2011, pág. 11

Legislação, Políticas e Influências Pedagógicas na Educação Infantil, volume 3